Herois Não Tão Heroicos Assim

Já se passou muito tempo desde meu último relato – “ E Renasce a Esperança” – então darei apenas um resumo do fim da nossa aventura em Cara Fahd. Nossa estratégia para invadir o acampamento therano onde se escondia o ladrão do Livro de Prata Polida deu mais certo do que imaginávamos e Harburg e os theranos da 8ª Coluna foram derrotados. Com eles conseguimos itens mais impressionantes do que poderíamos imaginar. Esses theranos tinham ido aos Wastes encontrar dois itens que são no mínimo curiosos: Hatred, uma das lendárias Adagas de Cara Fahd, e o juramento de Landis, feito pelos meus antepassados. Acredito que Maximillianus tem alguma coisa a ver com isso. Já sabemos que ele está em Sky Point e usando o artefato que conseguimos para ele em nossa primeira aventura juntos. Mas como sabemos disso é assunto para o fim desse relato.

Os theranos da 8ª Coluna naufragados em Cara Fahd renderam-se para os Libertadores honradamente. Nossa estratégia foi impressionante e os mesmos não tiveram chance contra nós. Depois do combate Drae foi atrás do Sussurrante das Sombras que estava com o livro e o trouxe de volta. Infelizmente levar o livro para Ezgov não adiantou de muita coisa, pois não tínhamos ninguém que conseguisse traduzir o livro. Foi então que K’satari sugeriu que fossemos atrás de um homem que há muito tinha sido expulso de Ezgov. Um adivinho e necromante de nome Aisan, que foi expulso do ducado, pois não conseguira manter-se são o suficiente e começara a praticar absurdas adivinhações, que envolviam entranhas de animais e de Nomeadores.

Tínhamos informações que há muitos anos Aisan fora visto em Trigoloco e para lá nós fomos. Meu novo talento se mostrou útil, pois pude decorar o mapa da região nos mais precisos detalhes. Nossa viagem de ida foi mais ou menos tranquila. Nosso primeiro encontro de viagem ocorreu em uma fazenda tomada por theranos. Haviam anões de Spearbreaker do lado de fora da fazenda planejando invadi-la, pois uma entrada escondida para Spearbreaker estava na fazenda. Os theranos pareciam não saber dessa entrada. Spearbreaker havia caído havia alguns dias, mas a honra desses anões os impelia a recuperar um dos 13 Olhos de Ternor que estava na torre por maiores que fossem as adversidades. Nós derrotamos os theranos e nos despedimos dos throálicos esperando que eles obtivessem sucesso em sua missão.

Logo depois encontramos algumas vilas no caminho para Trigoloco, mas todas ou desertas ou fechadas. Os Campeões das vilas não deixavam que nós os ajudássemos. A situação está muito caótica aqui para o sul. Vou deixar os detalhes para os relatos de Suffer.

Chegando à pedra que demarcava o fim de Landis,seguimos para Trigoloco e percebemos que a cidade fora tomada pelos ditos Herois de Draxos. A cidade estava tomada e tentamos entrar conversando com os líderes sem sucesso de entrada na cidade. Eles clamavam estar lá para caçar um horror.

Voltamos à pedra, onde Suffer havia visto que tinha um ritual ligando um espírito à esta. Com sua magia, ela descobriu que o espírito fora colocado lá por Aisan. Também fez um reconhecimento na vila e percebeu que os Heróis estavam mantendo a população refém e fazendo que os mesmo trabalhassem para eles. Com dificuldade e muitos debates resolvemos que ainda assim era melhor ir atrás de Aisan do que tentar libertar a vila naquele momento. E foi na noite desse ritual que encontramos um rapaz que mudaria o rumo da história. Tourin, um menino de estatura alta, barba mal feita, no alto de sua juventude foi encontrado nos espionando por Drae. Este explicou que saiu da cidade fugido por um túnel colapsado para tentar encontrar Aisan. Ele nos proveu informações importantes sobre os Adeptos que estavam na cidade, e sua Trama parecia se confundir com a terra. Drae tem uma teoria interessante sobre isso.

Seguimos para encontrar Aisan, e depois de um combate rápido contra Krillworms, conseguimos encontrá-lo. Surpreendentemente, ele não estava sozinho: havia um Ork therano com ele. E mesmo antes de ver a casa de Aisan, Tourin já havia dito que existia um therano nesta. Foi uma demonstração estranha de habilidade, que seria de muita valia mais tarde. Aisan era um Nomeador estranho. Chamo de Nomeador porque se ele foi Humano um dia, esse não era o caso havia muitos anos. Ele tinha uma perna maior que a outra, usava um olho de windling, e era mais feio que qualquer horror pode ser. Confesso que me sentia muito mal perto dele e as negociações (talvez pela nossa falta de experiência) foram terríveis. Ele não concordou em traduzir o livro e nem queria ir ajudar Trigoloco, até que Drae teve uma idéia fenomenal: ele trouxe Tourin para conversar com Aisan, para mostrar como as pessoas ainda o conheciam (como herói), para tentar mexer com os brios do Nomeador que a muito não é Humano. No fim, foi Kalia que mudou a postura de Aisan. Ao comentar da menina que os Herois de Draxos procuravam, acendeu em Aisan uma intensa curiosidade e ele se prontificou a ir à cidade. Ao sairmos de sua casa frustrados, Tourin nos disse rapidamenteque precisaríamos tirar Kalia da cidade. Confiando cegamente no menino fomos bolar um jeito de fazer isto bem como libertar Trigoloco.

E foi nas cavernas que levavam ao túnel perto da cidade que Juramos libertar a cidade dos Herois de Draxos. Fizemos um juramento de sangue, e felizmente o cumprimos até o fim. Invadimos a cidade em uma noite turbulenta. Existiam assassinos theranos na cidade, Herois de Draxos andando nas ruas e Caos. O que foi bom. Ao invadirmos, no caminho para a casa de Allar (um Warrior aposentado, ex-professor da academia de Throal, autor de alguns textos sobre Adetpos que li), encontramos um grupo dos Herois: um Scout e três mundanos. O combate foi muito rápido, consegui agir mais rápido que os mesmos, e antes que pudessem gritar por alarme, voei na direção deles e, girando meu escudo na altura de suas pernas, joguei todos ao chão. Desnorteados começaram a gritar o alerta, mas eu, com gritos de comando, consegui sobrepor minha voz à deles e o alarme não foi dado. Nosso grupo terminou de neutralizar os outros Herois e chegamos à casa de Allar sem mais problemas. Decidimos então, depois de conversar com o Guerreiro, que deveríamos ir até o celeiro, pois lá estavam as crianças da vila. E assim fomos, sem muitos problemas e com uma dose de sorte, neutralizamos alguns guardas e Ashan conseguiu trazer Kalia de dentro do celeiro. E foi aí que Zamarsh teve uma idéia genial: Os Herois ainda não sabiam de nossa presença, então, saímos da cidade pelo túnel e voltamos pelo portão de entrada para tentar negociar a rendição da cidade. Ah! Tourin havia sentido que havia mais de 500 theranos marchando para a cidade. E essa era a nossa cartada.

Com uma habilidade que eu diria ser quase mágica, Drae e Ashan conseguiram quebrar a liderança dos Herois, e convencê-los que a melhor opção realmente seria evacuar a cidade. Os theranos estavam vindo e, se encontrassem uma cidade vazia, não teriam nada para fazer ali. E assim aconteceu. Na manhã seguinte evacuamos a cidade, Tourin e Kalia fugiram e prometeram nos encontrar a caminho de Ezgov. Alen disso Nuurk (um Caçador que era o líder dos Herois até o momento) achou e levou duas pessoas marcadas e corrompidas por um Horror. Eles foram identificados por Suffer. Voltamos até a cidade de Ezgov sem mais encontrar Tourin ou Kalia, sem a tradução do livro, mas com um estranho sentimento de missão cumprida, pois conseguimos liberar a cidade da opressão dos Homens de Draxos e cumprir nosso juramento, mais uma vez justificando porque nos chamamos OS LIBERTADORES.

Herois Não Tão Heroicos Assim

Shattered Legacies juliocmbaia